Sucessão no MA: jogo começa dia 16, diz análise
Apesar da movimentação, a propaganda eleitoral no Maranhão só começa em 16 de agosto. Sete candidatos disputam o Palácio dos Leões, com polarização entre centro e centro-esquerda.
Sucessão no Maranhão: o jogo ainda vai começar pra valer
Quem acompanha o noticiário pode ter a impressão de que os políticos maranhenses já estão em campanha. Mas oficialmente a propaganda eleitoral, a fase de pedir voto abertamente nas ruas, no rádio, na TV e na internet, não começou. Ela só passa a valer em 16 de agosto, um dia depois do prazo final para o registro de candidaturas.
Sete candidatos, um palco: o que muda a partir de 16 de agosto
Faltando quatro dias para o encerramento do prazo, estão registrados para concorrer ao Governo do Maranhão Saulo Arcangeli (PSTU), Felipe Camarão (PT), André Luís (Missão), Orleans Brandão (MDB) e Reginaldo Lima (PCB). O ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) e o ex-senador Roberto Rocha (PRTB) deverão encaminhar seus pedidos de registro nos próximos dias.
Diante do prazo estabelecido pelo TSE, a partir da próxima semana os sete candidatos estarão livres para usar os meios permitidos para convencer o eleitor de que possuem capacidade administrativa e defendem as melhores propostas para governar o estado, considerado um dos mais pobres da Federação.
Espectro político: da extrema esquerda à extrema direita
Para esta eleição, a população que vai às urnas tem um leque de opções que vai da extrema esquerda à extrema direita. No campo do radicalismo de direita, apresentam-se os candidatos do Missão, André Luís, e do PRTB, Roberto Rocha, que disputam o voto dos conservadores. O candidato do PRTB já deixou claro no debate da TV Band que seu palanque será o do bolsonarismo.
No outro extremo, está o candidato do PSTU, Saulo Arcangeli, com suas ideias estatizantes, discurso radical contra patrões e em defesa da classe trabalhadora. A exemplo de outras eleições, esse segmento deve aproveitar o pleito para marcar posições e tentar eleger alguns representantes nos parlamentos estadual e federal.
O grande embate: centro e centro-esquerda
O grande embate deve ocorrer no campo do centro e centro-esquerda, onde estão os candidatos favoritos: Eduardo Braide, Orleans Brandão e Felipe Camarão. Hoje, a polarização envolve Braide e Orleans (centro), mas o fator Lula pode virar o jogo em favor de Camarão (centro-esquerda), único postulante ao Palácio dos Leões com apoio declarado do presidente, considerado o maior cabo eleitoral do Maranhão.
Pesquisas realizadas a partir do início das campanhas vão dizer para que lado tende o eleitor. Levantamentos passados não devem ser levados em consideração, até porque apresentaram resultados duvidosos e difíceis de acreditar. Quem observa o cenário político local com lupa, escorado em pleitos passados, acredita que o jogo começa no próximo domingo, dia 16 de agosto, quando os candidatos vão poder botar o bloco nas ruas e ir para o corpo a corpo com o eleitor.
Bastidores e armações: o jogo bruto da política
Por enquanto, o que houve foi treino, articulações para formação de alianças, composição de nominatas e até armações para deixar adversários fora da corrida ao Senado, como aconteceu com o deputado Duarte Junior, impedido de concorrer a uma das duas cadeiras em disputa diante da pressão exercida contra os dirigentes do partido Avante.
O jogo é bruto, mas espera-se que seja jogado de forma limpa e dentro das leis que regem o sistema democrático, sem abuso de poder político e econômico.
Perguntas Frequentes
Quando começa a propaganda eleitoral no Maranhão?
A propaganda eleitoral começa oficialmente em 16 de agosto, um dia após o prazo final para registro de candidaturas.
Quem são os candidatos ao Governo do Maranhão?
Os candidatos registrados são Saulo Arcangeli (PSTU), Felipe Camarão (PT), André Luís (Missão), Orleans Brandão (MDB) e Reginaldo Lima (PCB), com Eduardo Braide (PSD) e Roberto Rocha (PRTB) devendo registrar seus pedidos.
Qual é o cenário da disputa?
A polarização atual envolve Braide e Orleans, no centro, mas o apoio do presidente Lula a Camarão pode mudar o jogo no centro-esquerda.
Por que pesquisas passadas não são confiáveis?
Levantamentos passados apresentaram resultados duvidosos e difíceis de acreditar, segundo a análise, que recomenda esperar as pesquisas do início da campanha.