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Greve da CPTM: usuários mudam rotina e enfrentam 750 km de filas

ResumoA greve da CPTM paralisou parcialmente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade em São Paulo nesta quarta-feira (5). A paralisação gerou 750 km de congestionamento e forçou usuários a reorganizarem rotinas com lotação nos transportes alternativos. O impacto direto atingiu a mobilidade urbana da capital paulista.

A greve dos trabalhadores da CPTM paralisou parcialmente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade nesta quarta-feira (5). Usuários reorganizaram rotinas, enfrentaram lotação e mais de 750 km de congestionamento em São Paulo.

Antônio Vilar
Antônio Vilar Repórter de economia local · 05 de agosto de 2026 · 5 min de leitura
Greve da CPTM: usuários mudam rotina e enfrentam 750 km de filas

Usuários de trens mudam rotina por causa de greve da CPTM

A greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) de São Paulo paralisou parcialmente as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade nesta quarta-feira (5). Com o transporte afetado, usuários precisaram reorganizar a rotina para chegar a tempo no trabalho e em outros compromissos. A paralisação também refletiu no trânsito: a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) apontou mais de 750 quilômetros de engarrafamento em toda a cidade.

Como a greve da CPTM afetou a rotina dos passageiros

A dificuldade começou antes mesmo do horário de pico. A cuidadora Alessandra Zuncare saiu de casa uma hora antes do normal para chegar a Santana, bairro da zona norte da capital. Ela também enfrentou lotação na linha 3-Vermelha, que opera normalmente, mas recebeu passageiros que dependem dos trens parados.

"Acordei mais cedo para ler o noticiário e ver quais linhas estavam operando", contou Alessandra à Agência Brasil.

O relato mostra o efeito em cadeia: quem não usa as linhas paradas diretamente também sente o impacto. A linha 3-Vermelha, uma das mais movimentadas do sistema, virou alternativa para quem precisava cruzar a cidade.

Relato de quem perdeu reunião e adiou compromissos

A gerente de condomínio Giovanna Miranda, que trabalha na Berrini, zona oeste, levou 45 minutos de carro de casa até o trabalho nesta terça-feira (4), quando a greve começou. Em dias normais, o mesmo trajeto leva 25 minutos. A volta para casa também foi complicada, e ela acabou perdendo um curso online.

"Eu perdi uma reunião na parte da manhã e precisei adiar alguns compromissos. Com isso, os funcionários acabaram acumulando trabalho e as pessoas tiveram que sair mais tarde", disse Giovanna.

O caso dela mostra um padrão comum em greves de transporte: o atraso não fica só no deslocamento, ele se espalha pela jornada de trabalho e afeta a produtividade do dia inteiro.

Empresas dispensam funcionários do presencial

Algumas empresas optaram por dispensar os funcionários do trabalho presencial por causa da greve. É o caso da seguradora onde Janaína dos Reis trabalha. A companhia adota um modelo em que os funcionários são liberados de ir ao escritório e podem trabalhar de casa quando há greve no transporte público.

"Em greves passadas, eu posso te dizer que tanto o deslocamento de ida, quanto o de volta é muito ruim. As filas para conseguir entrar no metrô são muito longas. Houve uma certa vez que o metrô estava tão cheio, que quando a porta do vagão fechou, eu fiquei na beirada da plataforma. Qualquer movimento de uma pessoa atrás de mim e eu poderia ter caído", contou Janaína.

A medida de dispensar funcionários não é regra no mercado, mas ganha força em empresas que já têm estrutura para trabalho remoto. Para quem não tem essa opção, a alternativa foi sair mais cedo ou encarar filas e lotação.

Trânsito: 750 km de congestionamento e zona sul como ponto crítico

A paralisação das linhas de trem provocou mais de 750 quilômetros de engarrafamento nesta quarta-feira (5) em toda a cidade de São Paulo, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). O congestionamento foi mais expressivo na zona sul, com 243 km de tráfego intenso. Na terça-feira (4), o congestionamento de veículos atingiu mais de 2 mil quilômetros.

Os números mostram que, sem os trens, a cidade inteira sente o impacto, não só quem mora perto das linhas paradas. Quem depende de ônibus ou carro acabou dividindo espaço com passageiros que migraram do trem.

Audiência de conciliação: o que esperar da continuidade da greve

Sindicato, governo do estado e CPTM têm audiência de conciliação nesta quarta-feira (5) para decidir sobre a continuidade da greve. Os trabalhadores decidiram manter o movimento em assembleia na terça-feira (4).

A categoria quer garantias formais da manutenção dos empregados que atuam diretamente nas linhas 11, 12 e 13, concedidas à empresa Trivia Trens em julho deste ano. A audiência é o próximo passo para saber se a paralisação continua ou se há acordo.

O que fazer durante a greve da CPTM

Para quem depende das linhas 11, 12 e 13, a recomendação prática é acompanhar os canais oficiais da CPTM antes de sair de casa. Verificar quais estações estão operando e buscar alternativas como metrô, ônibus ou carro compartilhado pode reduzir o tempo perdido.

Quem tem flexibilidade de horário ou trabalho remoto, como no caso de Janaína, pode evitar o deslocamento nos horários de pico. Para quem não tem, sair mais cedo, como fez Alessandra, é a estratégia mais comum.

Perguntas Frequentes

Quais linhas da CPTM estão em greve?

As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade estão com paralisação parcial nesta quarta-feira (5), segundo a fonte original.

Quanto tempo durou o congestionamento em São Paulo?

A CET registrou mais de 750 km de engarrafamento nesta quarta-feira (5), com 243 km só na zona sul. Na terça-feira, o congestionamento atingiu mais de 2 mil km.

A greve da CPTM vai continuar?

Sindicato, governo do estado e CPTM têm audiência de conciliação nesta quarta-feira (5) para decidir sobre a continuidade. Os trabalhadores mantiveram o movimento em assembleia na terça-feira (4).

Por que os trabalhadores da CPTM estão em greve?

A categoria quer garantias formais da manutenção dos empregados que atuam nas linhas 11, 12 e 13, concedidas à empresa Trivia Trens em julho deste ano.

Como saber se meu trem vai funcionar?

Acompanhe os canais oficiais da CPTM e o noticiário antes de sair de casa. A cuidadora Alessandra, por exemplo, acordou mais cedo para ver quais linhas estavam operando.

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