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SP: ferroviários mantêm greve por falta de garantia de empregos

ResumoA greve dos ferroviários da CPTM nas linhas 11, 12 e 13 permanece ativa. A assembleia na CUT decidiu pela continuidade do movimento. O sindicato exige garantias formais de emprego, enquanto o governo propõe realocação de trabalhadores. A falta de compromisso escrito mantém a paralisação.

Trabalhadores da CPTM mantêm greve nas linhas 11, 12 e 13. Assembleia na CUT decidiu pela continuidade. Governo fala em realocação, sindicato cobra garantias formais.

Antônio Vilar
Antônio Vilar Repórter de economia local · 05 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
SP: ferroviários mantêm greve por falta de garantia de empregos

SP: ferroviários mantêm greve por falta de garantia de empregos

A greve dos trabalhadores da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) que atendem as linhas 11, 12 e 13, na capital e região metropolitana, está mantida. A decisão foi tomada em assembleia que se encerrou por volta das 19h30, na sede da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Brás. A categoria pressiona por garantias formais dos empregos após a concessão das linhas à empresa Trivia em julho deste ano.

O que aconteceu no primeiro dia de greve

No primeiro dia de mobilizações, a oferta de trens foi diminuída nas linhas 11 e 12. A linha 13 não teve atendimento durante a manhã e tarde, operando parcialmente no início da noite. O impacto foi sentido diretamente por quem depende do sistema para ir ao trabalho, estudar ou acessar serviços essenciais.

Representantes dos trabalhadores falam em falta de diálogo por parte do governo do estado. A próxima assembleia está prevista para as 17h de quarta-feira (5). Até lá, a orientação é que os passageiros busquem alternativas de transporte, como metrô, ônibus ou fretados, especialmente nas linhas mais afetadas.

O que diz o governo do estado

Segundo o governo do estado, cerca de 1.300 dos 4.648 funcionários ainda não foram realocados após a privatização. A gestão afirma que há compromissos concretos de manutenção dos vínculos de todos os trabalhadores. O número representa aproximadamente 28% do quadro total, um dado que os sindicalistas questionam na prática.

A promessa de realocação, no entanto, não é suficiente para a categoria. Os trabalhadores querem instrumentos formais que garantam a segurança dos empregos, não apenas compromissos verbais ou declarações públicas. A diferença entre o discurso oficial e a realidade percebida na porta da estação é o que alimenta a mobilização.

Por que a garantia de empregos é o ponto central

A greve não é apenas por salário ou condições de trabalho. O ponto central é a segurança dos postos de trabalho após a concessão das linhas 11, 12 e 13 à empresa Trivia, ocorrida em julho deste ano. Os trabalhadores que atuavam diretamente nessas linhas querem garantias formais de que não serão demitidos ou transferidos sem critérios claros.

O comércio sente primeiro: quando o trem não passa, o consumidor deixa de ir à loja, o funcionário chega atrasado e a economia local perde ritmo. A greve não é um fenômeno isolado, ela tem efeito cascata na rotina de milhares de pessoas.

O que está em jogo para o passageiro

Para quem usa as linhas 11, 12 e 13 diariamente, a manutenção da greve significa mais tempo de deslocamento, lotação em outros modais e incerteza sobre o horário de chegada. A linha 13, que liga a região de Guarulhos à capital, foi a mais afetada no primeiro dia, com operação parcial apenas no início da noite.

A orientação prática é planejar rotas alternativas, sair de casa mais cedo e acompanhar os canais oficiais da CPTM para atualizações. Em momentos de paralisação, a informação é o principal recurso do passageiro.

O histórico recente do setor ferroviário paulista

A concessão das linhas 11, 12 e 13 à empresa Trivia, em julho deste ano, marcou uma mudança na gestão do transporte sobre trilhos na capital e região metropolitana. A privatização trouxe promessas de modernização, mas também gerou incerteza entre os trabalhadores que atuavam diretamente nas linhas.

O governo do estado destaca que há compromissos concretos de manutenção dos vínculos. Os sindicalistas, por sua vez, alegam a falta de instrumentos para dar segurança à categoria. Essa divergência é o motor da greve e deve continuar pautando as próximas assembleias.

O que esperar das próximas horas

A próxima assembleia está marcada para as 17h de quarta-feira (5). Até lá, a greve segue mantida e a tendência é de que a oferta de trens continue reduzida nas linhas 11 e 12, com a linha 13 operando de forma parcial ou suspensa durante os horários de pico.

A decisão dos trabalhadores será tomada com base na resposta do governo do estado às reivindicações. Se não houver avanço nas garantias formais, a mobilização deve continuar. Para o passageiro, a recomendação é acompanhar as notícias e se preparar para possíveis atrasos.

Perguntas Frequentes

A greve da CPTM está mantida?

Sim, a greve dos trabalhadores da CPTM nas linhas 11, 12 e 13 está mantida. A decisão foi tomada em assembleia na sede da CUT, no Brás, por volta das 19h30.

Quais linhas estão afetadas pela greve?

As linhas 11, 12 e 13 estão afetadas. No primeiro dia, a oferta de trens foi diminuída nas linhas 11 e 12, e a linha 13 não teve atendimento durante a manhã e tarde, operando parcialmente no início da noite.

O que os trabalhadores estão reivindicando?

Os trabalhadores pressionam por garantias formais dos empregos daqueles que atuavam diretamente nas linhas, que foram concedidas à empresa Trivia em julho deste ano.

O que diz o governo do estado sobre a greve?

Segundo o governo do estado, cerca de 1.300 dos 4.648 funcionários ainda não foram realocados após a privatização e há compromissos concretos de manutenção dos vínculos de todos.

Quando será a próxima assembleia?

A próxima assembleia está prevista para as 17h de quarta-feira (5), quando os trabalhadores decidirão os próximos passos da mobilização.

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