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Greve de ferroviários causa trânsito em SP nesta terça (4)

ResumoA greve de ferroviários da CPTM paralisou as linhas 11, 12 e 13 nesta terça-feira (4), gerando mais de mil quilômetros de congestionamento em São Paulo. A paralisação causou atrasos significativos e plataformas superlotadas, afetando diretamente o deslocamento de passageiros na região metropolitana.

Ferroviários da CPTM paralisam linhas 11, 12 e 13 nesta terça (4), causando mais de mil km de trânsito em SP. Passageiros relatam atrasos e plataformas lotadas.

Antônio Vilar
Antônio Vilar Repórter de economia local · 05 de agosto de 2026 · 4 min de leitura
Greve de ferroviários causa trânsito em SP nesta terça (4)

Com greve de ferroviários, usuários de trens enfrentam trânsito em SP

Passageiros dos trens metropolitanos enfrentaram lentidão e muito trânsito nesta terça-feira (4) por causa da paralisação dos ferroviários da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). As plataformas também ficaram lotadas. A greve atingiu três das sete linhas da Grande São Paulo e provocou reflexos diretos no trânsito da capital.

Greve atinge linhas 11, 12 e 13 e deixa plataformas lotadas

Os trabalhadores paralisaram as atividades nas linhas 11, 12 e 13 de trens. Eles reivindicam a revisão do processo de privatização das linhas. A paralisação começou cedo e se estendeu ao longo do dia, com operação parcial nas três linhas afetadas.

A vendedora Dalila dos Santos, que trabalha em uma loja no Terminal Barra Funda, na zona oeste, chegou ao serviço com mais de uma hora de atraso. Ela contou que precisou vir de carro por causa do trânsito.

"Eu chego aqui umas 8h. Mas hoje eu tive que vir de carro e cheguei 9h10 por conta do trânsito, porque todo mundo veio de carro. Tem o pessoal que trabalha aqui e mora perto de onde eu moro e aproveitei para vir junto", relatou.

Trânsito em SP supera mil quilômetros de congestionamento

A greve causou mais de mil quilômetros de congestionamentos, segundo dados da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), divulgados às 18h50 desta terça-feira (4). No período da manhã, os engarrafamentos chegaram a superar dois mil quilômetros na capital paulista.

Cerca de um milhão de pessoas são afetadas pela greve, conforme dados do governo estadual. O impacto foi sentido principalmente por quem depende do trem para ir ao trabalho e voltar para casa.

Dalila acredita que terá de enfrentar uma longa espera para voltar para casa. "Provavelmente vou passar duas horas dentro de um ônibus, porque não tem previsão para a volta do trem. Mais um sufoco em plena terça-feira", disse.

Operação parcial nas linhas afetadas e normalização nas demais

As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade operam de forma parcial. Já as linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 8-Diamante e 9-Esmeralda estavam com a operação normalizada às 19h20.

A diferença entre as linhas afetadas e as demais ficou clara ao longo do dia. Enquanto algumas operavam com intervalos maiores e estações fechadas, outras seguiam com fluxo regular de trens.

Plano de contingência do governo e cancelamento do rodízio

O governo de São Paulo implementou um plano de contingência, com reforço no Metrô. Além disso, 128 ônibus foram colocados à disposição para servirem de alternativa aos usuários dos trens. A prefeitura de São Paulo cancelou o rodízio de carros no dia de hoje.

A medida buscou reduzir o impacto da greve no deslocamento dos passageiros. Mesmo assim, o trânsito seguiu intenso, especialmente nos horários de pico.

Contexto: concessão das linhas e retomada da operação

A concessão das linhas foi efetivada em julho, mas problemas, como sucessivos atrasos e um incêndio em um trem, levaram o governo estadual a retomar, por 90 dias, a operação, que estava com a empresa Trivia.

A paralisação desta terça-feira ocorre em meio a esse cenário de transição. Os ferroviários pedem a revisão do processo de privatização, o que motivou a greve nas três linhas.

O que esperar para os próximos dias

Ainda não há previsão para o fim da greve, segundo relatos de passageiros. A operação parcial deve continuar enquanto durar a paralisação. Quem depende das linhas 11, 12 e 13 precisa buscar alternativas, como ônibus ou carro, e se programar para atrasos.

O governo estadual não informou se haverá novo plano de contingência para os próximos dias. A recomendação é acompanhar os canais oficiais da CPTM e da CET para atualizações sobre a operação.

Perguntas Frequentes

Quais linhas da CPTM estão em greve?

As linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade estão com operação parcial por causa da greve dos ferroviários.

Quantas pessoas são afetadas pela greve?

Cerca de um milhão de pessoas são afetadas, conforme dados do governo estadual.

O rodízio de carros foi cancelado?

Sim, a prefeitura de São Paulo cancelou o rodízio de carros nesta terça-feira (4).

Qual o motivo da greve?

Os ferroviários reivindicam a revisão do processo de privatização das linhas 11, 12 e 13.

Quais linhas estão operando normalmente?

As linhas 7-Rubi, 10-Turquesa, 8-Diamante e 9-Esmeralda estavam com operação normalizada às 19h20.

Quantos ônibus foram colocados como alternativa?

O governo estadual disponibilizou 128 ônibus para atender os usuários dos trens.

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